Resenha de Questão de Honra, de Yuri Belov

• Resenha Publieditorial •

Desde que comecei a ler e estudar história, desenvolvi muito interesse em conhecer mais sobre eventos importantes que marcaram tanto o século XX, quanto o século XXI.

Alguns assuntos que gosto de ler são, por exemplo, sobre a Segunda Guerra Mundial, governos ditatoriais, Guerra Fria, terrorismo, entre muitos outros. Nos últimos tempos também estou bastante curioso com questões relativas ao oriente médio e leste asiático.

Recentemente, terminei a leitura de um livro bem enriquecedor nesse aspecto. No caso é um trabalho da literatura nacional contemporânea chamado Questão de Honra, de um autor cujo pseudônimo é Yuri Belov, publicado pela Novo Século em 2018.

Questão de Honra, de Yuri Belov
Questão de Honra, de Yuri Belov

Questão de Honra, de Yuri Belov

Para quem ainda não conhece, Yuri Belov foi autor de outro livro publicado pela mesma editora, uma obra chamada de Odalisca.

Engenheiro e gerente de projetos, Belov trabalhou em vários locais ao redor do mundo (Brasil, África e América Latina como um todo). Além disso, gosta muito de mitologia, história militar e medieval.

Seu livro Questão de Honra: A face da morte no dorso de um cavalo (2018) é uma obra do gênero de espionagem mas com grande atenção para elementos históricos e contemporâneos do cenário geopolítico mundial.

Em linhas gerais, acompanhamos as aventuras do inglês Tristan Drake, um ex-agente das forças especiais que trabalhou durante a Guerra Fria, além de antigo membro da MI-6, uma agência britânica que presta serviço de inteligência para o governo.

Agora, já mais velho, Tristan atua no ramo da arqueologia marítima como diretor de uma empresa com sede na belíssima ilha de Malta, no mar mediterrâneo.

Certo dia, o protagonista recebe, por telefone, a notícia de que uma das embarcações de exploração sofreu um suposto acidente na costa do norte da África, enquanto procurava por artefatos de um antigo navio cartaginês.

A situação era bastante complexa pois seus tripulantes acabariam resgatados e levados para a Líbia, um país em plena guerra civil e não muito simpático com relação a presença de britânicos.

Só que, repentinamente, Drake recebe uma proposta inusitada: um milionário indiano misterioso se propõe a ajudar naquela situação, levando a tripulação em segurança para Londres.

Em troca, o personagem principal deveria disponibilizar parte dos lucros do navio cartaginês assim que a exploração fosse retomada.

Mesmo com algumas suspeitas, ele aceita a ajuda do misterioso indiano, o que acarreta no resgate bem-sucedido de todos os homens da embarcação de arqueologia marítima.

Algum tempo depois, o próprio Drake se encontra com o homem misterioso, conhecido simplesmente como Sheik.

Enquanto conversavam, o milionário desabafa e fala sobre o desaparecimento de seu filho Khaled, muito provavelmente por conta de um recrutamento pelo Estado Islâmico.

Ele era um talentoso hacker, o que poderia ser de grande interesse para aquela organização terrorista.

Sentindo que deveria ajudar de alguma forma, quase como se fosse uma questão de honra, Tristan Drake diz que irá investigar o desaparecimento do jovem.

No entanto, esse gesto de boa vontade foi o ponto de partida para uma série de aventuras por parte do ex-agente, que por sua vez se vê inserido numa rede de eventos marcada por intrigas e jogos de poder, onde quase ninguém é confiável.

Sobre o livro

Questão de Honra é um trabalho que tem vários aspectos interessantes e que merecem destaque:

Um primeiro ponto que quero ressaltar é a preocupação do escritor com a contextualização do livro, sempre trazendo vários elementos de cunho político, cultural ou histórico.

Isso enriquece muito a obra pois transmite ao leitor algo além das aventuras de Tristan Drake. Como o personagem principal atua em vários países da Ásia e África, temos acesso a curiosidades dessas regiões.

Um bom exemplo desse aspecto é o começo do capítulo 4, chamado de “Começa uma extraordinária jornada”:

“Kashgar é uma cidade situada no noroeste da China, na província autônoma de Uigur, em Xinjiang, na proximidade das fronteiras com Paquistão e Afeganistão. Chamada pelos habitantes locais e nativos da região simplesmente por Kashi, estima-se que tenha uma população de aproximadamente meio milhão de habitantes. No passado, foi um importante entreposto comercial na famosa Rota da Seda. A cidade possui uma destacada comunidade muçulmana, os uigures, que habitam a região há séculos e são de origem turcomena. Esse povo tradicional não se sente ligado à China e existe um sentimento crescente pela independência do lugar, o que constitui um permanente foco de atrito na região, envolvendo os uigures e forças de segurança chinesas.” (Pág. 60)

Outro ponto importante de comentar envolve a forma como o livro mistura eventos passados com situações do tempo presente, o que serve para mostrar o histórico do protagonista durante os anos de Guerra Fria, além de apresentar a origem de personagens importantes ao longo da leitura.

Temos, por exemplo, um capítulo ambientado durante os anos da Guerra da Bósnia, enquanto outro fala sobre uma perseguição na Bulgária durante a Guerra Fria.

Por fim, um último ponto que é importante de apresentar diz respeito ao gênero do livro, que é de espionagem. Questão de Honra cumpre muito bem esse papel, num trabalho que parece se inspirar em autores renomados como Ian Fleming e John le Carré.

Basta perceber os detalhes para fazer uma analogia com James Bond: Tristan Drake é um homem mais velho e galã, que chama a atenção de várias mulheres. Além disso, é um estrategista nato, sabe manejar armas e lidar com pessoas que não são muito confiáveis.

Conclusão

Posso dizer que Questão de Honra, de Yuri Belov, foi um livro que me surpreendeu de maneira bastante positiva. O autor escreveu uma obra de espionagem que não deixa nada a desejar se comparada com outros trabalhos mais conhecidos.

O ritmo dinâmico do livro também me agradou de modo geral. Apenas achei que algumas poucas situações se resolviam muito rapidamente, o que poderia ter sido melhor trabalhado.

Gostei bastante da contextualização presente em, praticamente, todos os capítulos. Ao meu ver, esse é o maior diferencial do Questão de Honra.

Enfim, deixo aqui uma dica de literatura nacional para os apaixonados por livros de ação e espionagem!


Assista o vídeo:


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1 comentário


  1. Olá, gosto de seus videví no YouTube e vim aqui lhe pedir uma atenção especial para a divulgação do canal do Paulo ele está tentando chegar a mil inscritos e se você puder assistir ao vídeo para ver se lhe agrada eu ficaria muito grata. O Paulo é uma pessoa que batalha pela valorização da cultura e em especial da literatura, acredito que não será perda de tempo ver de que se trata o vídeo. Espero que goste e que possa nos ajudar na busca desses 1000 inscritos para este canal.https://youtu.be/kYGL6e2psbw desde já agradeço.

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