17 livros sobre o holocausto

O que não faltam são livros sobre o holocausto. Poucos acontecimentos no século XX (ou, melhor, na história do homem) foram tão impactantes quanto o genocídio de milhões de judeus promovido pelo Estado Nazista.

Livros sobre o holocausto

Cabe lembrar que não apenas judeus foram assassinados. As brutais políticas de limpeza étnica também envolveram homossexuais, testemunhas de Jeová, deficientes, ciganos, poloneses, eslavos, maçons, negros, entre outros.

Além de ser um assunto vastamente pesquisado e examinado por historiadores e estudiosos do mundo inteiro, o Holocausto também influenciou muitas atividades de cunho artístico e cultural como, por exemplo, o cinema.

Diversos filmes tratam do tema. Alguns deles são: “Os falsários” (2007), “A vida é bela” (1997)  e “A Lista de Schindler” (1993).

No entanto, a proposta dessa lista envolve os livros sobre o holocausto. A ideia foi englobar categorias distintas, ou seja, não limitar os livros em apenas um ou outro gênero.

Logo abaixo temos desde relatos, livros de história e sociologia, até quadrinhos e obras de ficção.

 

  • É isto um homem?

Autor(a): Primo Levi

Editora: Rocco

Ano da publicação no Brasil: 2013

Páginas: 176

Químico e escritor italiano, Primo Levi (1919-1987) nasceu em Turim, cidade do noroeste italiano. Um dos principais escritores que trabalham o tema do Holocausto, Primo Levi foi, em 1943, preso por milicianos italianos e enviado, por ser judeu, ao campo de Fossoli. Pouco tempo depois, já em 1944, os prisioneiros deste campo foram encaminhados para Auschwitz, uma das mais conhecidas redes de campos de concentração, localizada na região sul da Polônia. Mais de 600 judeus italianos foram enviados para Auschwitz, sendo Primo Levi um dos 20 que sobreviveram. Seu livro “É isto um homem?” é considerado uma das obras mais importantes já escritas sobre o holocausto.

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  • Os afogados e os sobreviventes

Autor(a): Primo Levi

Editora: Paz e Terra

Ano da publicação no Brasil: 2016

Páginas: 168

Um dos últimos livros escritos por Primo Levi, “Os Afogados e os Sobreviventes” reúne uma série de ensaios em que o autor reflete sobre temáticas centrais do holocausto. Escreve, por exemplo, sobre o cotidiano no campo, a rigidez da disciplina imposta pelos alemães e também trata das necessidades de colaboracionismo com o sistema para sobreviver.

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  • Assim foi Auschwitz

Autor(a): Primo Levi

Editora: Companhia das Letras

Ano da publicação no Brasil: 2015

Páginas: 280

Em “Assim foi Auschwitz”, temos relatos e testemunhos escritos tanto por Primo Levi quanto por Leonardo de Benedetti. Este último também foi prisioneiro no campo de Auschwitz.

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  • A Noite (Night)

Autor(a): Elie Wiesel

Editora: Hill & Wang

Ano da publicação no Brasil: –

Páginas: 120

Elias Wiesel, mais conhecido como Elie Wiesel (1928-2016) foi escritor, professor e ativista político romeno. Sobrevivente dos campos de concentração de Auschwitz e Buchenwald,  recebeu em 1986 o prêmio Nobel da Paz. Em sua obra mais famosa, “A Noite”, Elie Wiesel lembra de sua experiência (com apenas 14 anos) durante o holocausto. A edição em português (editora Nova Fronteira) encontra-se, infelizmente, esgotada na maior parte das livrarias.

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  • O diário de Anne Frank

Autor(a): Anne Frank

Editora: Best Bolso

Ano da publicação no Brasil: 2007

Páginas: 378

Annelies Marie Frank ou, simplesmente, Anne Frank (1929-1945), foi uma adolescente vítima do holocausto. Viveu boa parte de sua vida na cidade de Amsterdã, capital da Holanda. Durante a ocupação alemã nos Países Baixos, Anne Frank foi, junto de sua irmã Margot Frank, levada para campos de concentração. Ambas faleceram em 1945. Seu diário já foi traduzido para mais de 70 idiomas.

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  • Depois de Auschwitz

Autor(a): Eva Schloss

Editora: Universo dos Livros

Ano da publicação no Brasil: 2013

Páginas: 304

Com apenas 15 anos, Eva foi enviada para Auschwitz junto com sua mãe, Fritzi.  Sobrevivente dos campos de concentração, a austríaca Eva Schloss produz um relato comovente ao expor sua história de vida em “Depois de Auschwitz”.

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  • A lista de Schindler

Autor(a): Thomas Keneally

Editora: Best Seller

Ano da publicação no Brasil: 2007

Páginas: 532

Thomas Michael Keneally é um escritor e dramaturgo australiano. Escreveu o livro “Schindler’s Ark“, lançado em 1982. O livro conta a história de Oskar Schindler, importante membro do Partido Nazista que consegue salvar mais de 1000 judeus dos campos de concentração. A obra, escrita com inspiração no testemunho de Poldek Pfefferberg (1913-2001), professor polonês sobrevivente do holocausto, foi adaptada para o cinema pelo renomado cineasta norte-americano Steven Spielberg. O filme “A Lista de Schindler” recebeu 7 prêmios no Oscar de 1994.

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  • Terra Negra: o holocausto como história e advertência

Autor(a):  Timothy Snyder

Editora: Companhia das Letras

Ano da publicação no Brasil: 2016

Páginas: 544

Timothy D. Snyder é um importante historiador norte-americano, professor na Universidade Yale e especialista no Holocausto. Pensando também no tempo presente, o Snyder analisa o holocausto com base em novas fontes históricas.

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  • Um mundo sem judeus

Autor(a): Alon Confino

Editora: Cultrix

Ano da publicação no Brasil: 2016

Páginas: 312

Especialista na história da Alemanha e também no holocausto, o historiador Alon Confino apresenta, através de sua obra, uma visão de como era imaginada, pelos alemães, uma sociedade sem judeus. Para o autor, essa perspectiva alemã foi a justificativa  para o extermínio de milhões de pessoas.

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  • Auschwitz

Autores: Debórah Dwork e  Robert Jan Van Pelt

Editora: W. W. Norton & Company

Ano da publicação no Brasil: –

Páginas: 468

Debórah Dwork é uma historiadora social norte-americana especializada em holocausto, enquanto Robert Jan Van Pelt é um historiador que atua na área de história cultural. Neste livro, os autores traçam as origens de Auschwitz, tido por muitos como o principal símbolo do holocausto. A obra já recebeu o prêmio Spiro Kostoff e também o Prêmio Nacional do Livro Judeu (National Jewish Book Award). No momento, infelizmente, não temos tradução deste livro para o português.

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  • Eu sou o último judeu – Treblinka (1942-1943)

Autor(a): Chil Rajchman

Editora: Zahar

Ano da publicação no Brasil: 2010

Páginas: 152

Chil Rajchman (1914-2004) foi um dos sobreviventes do campo de Treblinka, Polônia. O livro deste sobrevivente polonês, conhecido como “Eu sou o último judeu”, é um dos testemunhos mais poderosos já escritos sobre o assunto.

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  • O homem que venceu Auschwitz

Autor(a): Denis Avey e Rob Broomby

Editora: Nova Fronteira

Ano da publicação no Brasil: 2011

Páginas: 360

O britânico Denis Avey (1919-2015) foi um soldado infiltrado em Auschwitz. Escreveu, com Rob Broomby, o livro “O homem que venceu Auschwitz”, traçando detalhes do que viu por lá. Em 2010, Denis Avey recebeu o British Hero of the Holocaust.

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  • Os bebês de Auschwitz

Autor(a): Wendy Holden

Editora: Globo

Ano da publicação no Brasil: 2015

Páginas: 366

Wendy Holden é uma escritora e jornalista best-seller com mais de 30 livros publicados. Com base em relatos, documentos pessoais (como cartas e diários), além de entrevistas, Wendy Holden escreve seu livro “Os bebês de Auschwitz”. Nesta obra, a autora conta a história de três mulheres grávidas (Priska, Rachel e Hanka) que tentam sobreviver em Auschwitz.

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  • O menino do pijama listrado

Autor(a): John Boyne

Editora: Seguinte

Ano da publicação no Brasil: 2007

Páginas: 192

O escritor irlandês John Boyne possui diversos livros já publicados. Sua obra mais famosa, “O menino do pijama listrado”, já vendeu mais de 5 milhões de exemplares. De acordo com o autor, o livro foi escrito em pouco mais de 2 dias. No ano de 2008, a obra foi adaptada para o cinema com o mesmo nome, numa produção dos Estados Unidos junto ao Reino Unido.

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  • Maus

Autor(a): Art Spiegelman

Editora: Quadrinhos na Cia

Ano da publicação no Brasil: 2005

Páginas: 296

Art Spiegelman é um ilustrador e cartunista sueco / norte-americano. “Maus” é uma graphic novel que retrata a história de sobrevivência de seus pais durante o holocausto. Os grupos na obra são retratados como diferentes animais. Por exemplo: os judeus são caracterizados como ratos (“maus“, em alemão, significa “rato”); os alemães, como gatos; os ingleses, como peixes; os poloneses, como porcos; os americanos, como cachorros etc. Recebeu, em 1992, o importante prêmio Pulitzer.

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  • Baú de lágrimas – O diário secreto do holocausto

Autor(a): Nonna Bannister

Editora: Novo Século

Ano da publicação no Brasil: 2013

Páginas: 304

Através do livro “Baú de lágrimas” o leitor poderá conhecer a história de Nonna Lisowskaja Bannister (1925-2004), sobrevivente do holocausto que, em seu diário, escreveu diversas memórias daquele período.

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  • Modernidade e Holocausto

Autor(a): Zygmunt Bauman

Editora: Zahar

Ano da publicação no Brasil: 1998

Páginas: 268

O famoso sociólogo polonês Zygmunt Bauman possui diversas obras já traduzidas para o português. Neste livro, Bauman trabalha o significado e particularidades do holocausto através de uma perspectiva sociológica. A obra recebeu, em 1989, o prêmio Amalfi (Premio Europeo Amalfi per la Sociologia e le Scienze Sociali), importante premiação italiana.

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Dicas dos leitores do blog:

– “O Colecionador de Lágrimas”, de Augusto Cury
– “Holocausto nunca mais”, de Augusto Cury
– “Diário de Helga”, de Helga Weiss.
– “O Holocausto”, de Martin Gilbert
– “A Alemanha Nazista e os Judeus – Os Anos da Perseguição 1933/1939”, de Saul Friedlander
– “A Alemanha Nazista e os Judeus – Os Anos de Extermínio 1939/1945”, de Saul Friedlander
– “A Bibliotecária de Auschwitz”, de Antonio G. Iturbe
– “Inverno na Manhã”, de Janina Baumam


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14 Comentários


  1. Dei uma olhada rápida nos texto, mais pra ver títulos que ainda não conhecia. Mas um detalhe me chamou a atenção. Vale uma revisãozinha ali no Eu sou o último judeu. “Dos mais de 700.000 judeus mortos […] apenas 57 conseguiram sobreviver.”

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  2. O Colecionador de Lágrimas é um ótimo Livro e também fala sobre o Holocausto .
    Adorei essas livros e quero ler todos.

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  3. Diário de Helga também é um otimo livro, pois além de escrever ela também desenha. Retratando então o dia a dia no campo de Concentração.
    Baseado em uma história real.

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  4. Da lista tenho, e li, 5 dos livros.
    Mas senti falta de livros 3 essenciais sobre o tema.
    Permitam-me citá-los:

    “O Holocausto”, de Martin Gilbert;

    “A Alemanha Nazista e os Judeus – Os Anos da Perseguição 1933/1939”, de Saul Friedlander;

    “A Alemanha Nazista e os Judeus – Os Anos de Extermínio 1939/1945”, de Saul Friedlander.

    São trabalhos monumentais e definitivos.

    Boas leituras.

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  5. O livro “Holocausto nunca mais ” do escritor Augusto Cury também é muito interessante. Li e aprovei.

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    1. Oi Luciana. Tudo bem? Agradeço sua indicação! Coloquei esse livro no final da postagem, junto das outras dicas dos leitores do blog 😉

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      1. Obrigado Rodrigo Villela,seu blog é show sempre que puder colaborar, farei com o maior prazer. Um grande abraço.

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  6. Descobri hoje o blog e adorei! Tem dicas muito interessantes de leitura e principalmente variadas. Gostei especialmente dos posts de livros de diversos países. Apercebi-me recentemente que infelizmente as minhas leituras se centram demasiado em escritores norte americanos e tenho tentado contrariar isso.

    Sobre o tema do post, lista muito interessante. Relativo a esta temática apenas li “The Book Thief” (em Portugal traduzido como “A Rapariga Que Roubava Livros”), também adaptado para cinema. Gostei bastante tanto do livro como do filme. Visitei Amesterdão há pouco tempo, incluindo a casa da Anne Frank e tenho O Diário de Anne Frank na minha lista para as próximas leituras.

    Já agora aproveito para deixar uma dica de um livro português sobre o tema, lançado o ano passado, “Perguntem a Sarah Gross” de João Pinto Coelho. Ainda não li mas quem leu ficou muito bem impressionado e não ouvi nada a não ser elogios. Penso que não foi lançado no Brasil, mas sei que existe em versão electrónica.

    Parabéns pelo blog e boas leituras!

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  7. Ótima lista mas senti falta de um título: “Em busca de Sentido” de Viktor Frankl. Ele foi um psicólogo e médico judeu que sobreviveu ao campo de concentração e desenvolveu uma teoria chamada Logoterapia. Ao viver nos campos ele “testou” essa sua corrente e ao ser liberto prosseguiu com seus estudos. Um clássico com relato verídico e teoria sobre a psique humana. Um dos meus favoritos! 🙂

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