7 trechos marcantes do livro “A guerra não tem rosto de mulher”, de Svetlana Aleksiévitch

No post de hoje, separei 7 trechos marcantes do excelente livro “A guerra não tem rosto de mulher”, de Svetlana Aleksiévitch.

a guerra não tem rosto de mulher
7 trechos do livro “A guerra não tem rosto de mulher”

Ganhadora do Nobel de Literatura em 2015, a jornalista e escritora bielorrussa Svetlana Aleksiévitch é responsável por publicar vários livros com testemunhos e relatos.

Entre seus trabalhos, temos livros que relatam a tragédia de Tchernóbil, o fim da URSS, as crianças na guerra, entre outros.

Contudo, um dos seus livros mais impactantes se chama “A guerra não tem rosto de mulher” (Companhia das Letras, 2016 / Trad. de Cecília Rosas.).

Nesse excepcional trabalho, Svetlana nos mostra, através de vários testemunhos, a difícil realidade das mulheres soviéticas durante os anos da Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945).

Se tiver interesse em conhecer mais detalhes da obra, confira a resenha que publiquei no canal do Leia Para Viver no YouTube. O vídeo também está disponível no final do artigo.

Hoje separei, então, 7 trechos do livro A guerra não tem rosto de mulher. Confira, logo abaixo:


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7 trechos do livro A guerra não tem rosto de mulher

“As lembranças não são um relato apaixonado ou desapaixonado de uma realidade que desapareceu, mas um renascimento do passado, quando o tempo se volta para trás.” (P. 13)

“É impossível chegar muito perto da realidade, cara a cara. Entre a realidade e nós existem os nossos sentimentos.” (P. 18)

“Penso no sofrimento como grau mais alto de informação, diretamente conectado ao mistério. Ao mistério da vida. Toda a literatura russa fala disso. Nela se escreveu mais sobre o sofrimento do que sobre o amor.” (P.23)

“Dezenas de viagens por todo o país, centenas de fitas cassete gravadas, milhares de metros de fita. Quinhentos encontros; depois parei de contar, os rostos desapareciam da memória. Um coro enorme, às vezes quase não se escutam as vozes, apenas o choro.” (P. 45)

“Eu ainda penso em uma coisa… Escute só. Quanto tempo durou a guerra? Quatro anos. É muito tempo… Não me lembro nem dos pássaros, nem das cores. Claro, isso tudo existia, mas não me lembro. É, pois é. Estranho, não? Será que havia filmes em cores na guerra? Nela, é tudo negro. Só o sangue tem outra cor, só o sangue é vermelho…” (P. 59)

“Ele nos disse:
‘A guerra começou encarniçada. Vai ser muito difícil para vocês, meninas. E enquanto não é tarde, se alguém quiser, ainda pode voltar para casa. Quem quiser ficar no front, um passo à frente…
Todas as meninas, de uma só vez, deram um passo à frente… Éramos umas vinte. Todas estavam prontas para defender a pátria. E antes da guerra eu não gostava nem de livros de guerra, gostava de ler sobre amor.” (P.68)

“O combate terminou à noite. E de manhã caiu uma neve fresca. Sob ela, os mortos… Muitos traziam as mãos erguidas para o alto… Para o céu… Pergunte para mim: o que é a felicidade? Eu responderei… Talvez seja encontrar, entre os mortos, uma pessoa viva…” (P.103)

 

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Confira a resenha do livro “A guerra não tem rosto de mulher”, de Svetlana Aleksiévitch

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2 Comentários


  1. Estou lendo Vozes de Tchernóbil – incrível. Já tenho – no Kindle – este e O fim do homem soviético. É uma escritora de peso e ao mesmo tempo de uma sensibilidade ímpar. Parabéns pelos trechos destacados. O último sangra a alma.

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