10 trechos marcantes do livro A desumanização, de Valter Hugo Mãe

No post de hoje, separei 10 trechos marcantes do livro A desumanização, de Valter Hugo Mãe.

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A desumanização, de Valter Hugo Mãe

Uma das melhores leituras que fiz em 2017 foi, sem dúvida, A desumanização, de Valter Hugo Mãe. No caso, foi meu primeiro contato com algum trabalho desse excelente autor português e, felizmente, tive uma grata surpresa.

Ambientado na Islândia, acompanhamos a história de Halla (Halldora), uma menina de 11 anos que sofre com a morte de sua irmã gêmea Sigridur.

Somos “capturados” pela magnífica prosa poética de Valter Hugo Mãe já nas primeiras páginas, mergulhando num universo inóspito marcado pela tristeza e solidão.

Pensando em despertar o interesse de outras pessoas pela obra, preparei uma resenha no YouTube. Se tiver interesse em assistir, o vídeo está no final da postagem, ok?

Aproveite para conferir a sinopse completa do livro:

“Na paisagem gélida da Islândia, a menina Halla, de apenas onze anos de idade, busca compreender os sentimentos que surgem com o falecimento de sua irmã Sigridur. Vivendo a divisão permanente das “crianças espelhos”, Halla nos guia por impressões de transitoriedade e perda a partir do seu ponto de vista infantil e, por isso mesmo, cheio de uma simplicidade profundamente poética. O sofrimento do luto, a solidão e a violenta frieza da mãe se misturam com a paisagem inóspita da Terra do Gelo e, somados à narração lírica e melancólica de Valter Hugo Mãe, em que o desamparo dos personagens é superado por uma compreensão sublime e bela de sua condição, transformam esta obra em um primor da literatura contemporânea.”


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10 trechos do livro A desumanização, de Valter Hugo Mãe

“Éramos gémeas. Crianças espelho. Tudo em meu redor se dividiu por metade com a morte.” (P.9)

“Repeti: a morte é um exagero. Leva demasiado. Deixa muito pouco.” (P.13)

“O inferno não são os outros, pequena Halla. Eles são o paraíso, porque um homem sozinho é apenas um animal.” (P.15)

“Estar morto deve ser inteligente. A morte deve ser pura inteligência. Não acredito que existam mortos burros. Deus não ia guardar paciência para ter com ele almas burras. O corpo é um traste. A alma deve ser incrível. Quando nos virmos ao espelho e só ali estiver a alma vamos pasmar de maravilha. Maravilhadas com o que somos ou sabemos ser. Viveremos apenas nas costas dos olhos. Entendes. Seremos apenas as costas dos olhos. O lado de dentro.” (P.25)

“As coisas populares não combinavam com uma rapariga tão desanimada quanto eu.” (P.35)

“O meu pai escreve poemas para descobrir aquilo que não sabe, eu disse.” (P.36)

“O meu pai desentristeceu-me. Prometeu que leríamos um livro. Os livros eram ladrões. Roubavam-nos do que nos acontecia. Mas também eram generosos. Ofereciam-nos o que não nos acontecia.” (P.40)

“O amor haveria de curar o medo em muitos sentidos. Haveria de conferir sentido à vida.” (P.81)

“Estava com doze anos, faltava pouco para fazer treze, não me via como uma criança. Era uma mulher tão completa quanto apenas a tristeza as sabia fazer.” (P.89)

“Eu respondi: ando a pensar que deus não reparou que aqui estamos ou nos mandou para aqui exatamente para não ter de reparar.” (P.96)


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Confira a resenha do livro “A desumanização”, de Valter Hugo Mãe

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1 comentário


  1. Foi um dos livros mais tristes que eu já li na vida! E também foi minha primeira e, por enquanto, única aproximação com o autor. Ver estes trechos que você selecionou me fez relembrar do livro e dos sentimentos ao lê-lo! Achei bem legal esse seu jeito de escrever sobre o livro. Já conhecia o canal e agora vou acompanhá-lo por aqui também!

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